Global Volatility Drives Demand for European Residence Programs
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Brexit, Bolsonaro, and the ongoing anti-government protests in Hong Kong
are all contributing towards a significant spike in interest in the
Portugal Gol...
Internautas procuram menos sexo e mais sites de relacionamento na web
Posted on 9/18/2008 by UNITED PHOTO PRESS
Se há alguns anos grande parte dos internautas procurava pornografia na Internet, hoje em dia, os sites mais visitados são os de relacionamento e redes sociais, como o Orkut, MySpace. Ferramentas de conversação, como o MSN, e de opinião, como blogs, também estão entre os mais acessados. A alteração do perfil do internauta está no livro “Click: O que milhões de pessoas fazem online e porque isso importa”, de Bill Tancer. Pelos dados do autor, que analisou os hábitos de 10 milhões de usuários da Internet, há uma década, pornografia respondia por 20% de todas as pesquisas feitas na web. Atualmente, essa busca corresponde a 10%. E a queda é mais acentuada no grupo de jovens entre 18 e 24 anos. E essa baixa amargada pelos sites de sexo também acontece em solo nacional. A jornalista e professora de jornalismo online Ângela Grossi de Carvalho destaca que, segundo dados do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic), 40 a 45% dos internautas brasileiros acessam conteúdo para lazer. Nesse universo, entram as redes de relacionamento, de música, entre outros. Para a especialista, que também é doutoranda em tecnologia da informação, o interesse em sites com conteúdo pornográfico tem caído por conta da rigidez na fiscalização. “Além disso, somente 23% das residências do Brasil possuem acesso à Internet, o que restringe a busca por pornografia”, pondera. Dados do Cetic apontam que a maioria dos usuários acessa a Internet com mais freqüência de lan houses ou cyber cafés, lugares não muito confortáveis para visitar sites pornôs.Outra razão para esta mudança de comportamento pode estar no próprio internauta. “Ele está se conscientizando de seu papel na rede”, aponta Carvalho. “Ele passa a ser um produtor de informações também. Diferente de mídias como o rádio, a televisão e o jornal, a Internet propicia isso. Há uma disseminação de blogs. O usuário busca que sua comunidade se desenvolva na rede”, observa. O operador de crédito Ricardo Luchini, 20 anos, conta que já chegou a ficar 12 horas conectado. “Foi o meu recorde. Mas costumava passar de cinco a seis horas todos os dias”, conta. As muitas horas eram dedicadas a conversas com amigos pelo MSN, “fuçadas” no Orkut e em jogos online. Na adolescência, confessa que visitou sites de conteúdo “adulto”. Depois que passou a trabalhar, as horas dedicadas à Internet foram reduzidas à metade. “Não tenho mais paciência para ficar tanto tempo assim”, conta. Os sites procurados também mudaram. Agora, Luchini conta que prefere acompanhar notícias, portais de esportes. Mas conta que continua visitando as redes sociais. “É mais fácil para reunir os amigos, conversar. E também mais barato”, avalia.Para o estudante universitário Thiago Nassif, 21 anos, a economia também é um dos atrativos da Internet. Ele conta que chega a ficar quanto horas conectado todos os dias. “Sou de Ribeirão Preto e como viajo pouco para lá, acabo usando o MSN para conversar com meus amigos. Até minha mãe fez um para conversar comigo”, conta.