SEXO DE PLÁSTICO

Posted on 11/03/2007 by UNITED PHOTO PRESS

Vagina em lata é o que oferece o endereço virtual. Mas quem preferir, pode adquirir também, pela módica quantia de € 69,90, boca ou ânus enlatados. É a era do sexo de plástico - e em lata. Honesto e seguro, mas também impessoal e solitário. Bom, Ubaldo se perguntava para que diabos alguém iria comprar uma fragrância de vulva. Aí está a resposta. O cara vai lá, compra o Vulva Original (nome do perfume) e uma vagina em lata. E o usa onde? Isso mesmo, na vagina de plástico, mas com cheirinho de verdade. Pronto, é só se concentrar (muiiiito), fechar os olhinhos e entregar-se ao prazer. As vantagens do sexo em lata, além de preservar a saúde, são as mais variadas. Você pode transar com sua latinha perfumada em praticamente todos os ambientes que desejar. É só ter cautela e espírito aventureiro. Será a realização de suas fantasias mais loucas. Por exemplo, se sua tara foi transar em público, vai poder. Mas seja esperto. Leve sempre consigo um blazer ou uma blusa de lã. E mantenha a vagina à mão. No avião, vai ser fácil. E podem proibir, como aconteceu com a Singapore Airlines. E acabou essa coisa de fazer malabarismo escondido no banheiro. Na cabine telefônica, moleza. Telefone no ombro, segure o blazer na altura do tórax e mande ver na latinha. Pode até gritar! Quem passar, vai achar que está brigando com a mulher. No trabalho, um ardente desafio. Sempre tem uma ou outra que a gente fica de olho, não é mesmo? Mantenha o foco na tetéia e, sem esquecer a blusa, aproxime bem a cadeira da mesa. Uma vez cercado de cuidados, trace a latinha. Pura diversão. Entretanto, meu conselho é manter sempre a latinha como estepe. Nunca, jamais a transforme em “oficial”. Aí já é loucura mesmo. Guarde-a para aqueles dias em que a namorada está na TPM ou mesmo “naqueles dias”, para quando brigarem, para as afamadas dores de cabeça, para viagens, períodos de seca e entretenimento. Agora, fique atento. Se você começar a procurar mais a latinha do que a parceira, é sinal de que alguma coisa está errada na sua relação conjugal. Ou com você mesmo. Procure imediatamente um terapeuta de casais ou um psiquiatra. Para uma outra parcela de homens, a latinha não basta. Eles querem o conjunto completo. São os adeptos das conhecidas bonecas infláveis, cada vez mais modernas e diversificadas. Neste caso, contudo, nem Freud explica. Esta semana mesmo, um americano foi detido na cidade de Cesar Rapids, no Estado de Iowa (EUA), após ser flagrado deitado ao lado de uma boneca inflável, com as calças abaixadas, em um banheiro público de um prédio comercial. Craig S. McCullough, 47 anos, foi indiciado por exposição indecente e má-conduta e conduzido para a cadeia do condado de Linn. O Japão é um dos países que amargam os maiores índices de solidão do mundo. É de lá que veio, no começo do ano, a história de Ta-Bo, um engenheiro de 45 anos. Em plena idade do lobo, Ta-Bo não tem esposa, namorada, amante ou sequer amizade colorida com nenhuma de suas amigas. É heterossexual e declara que, como tal, gosta mesmo é de mulher. De plástico. Sua tara por esta “espécie” resultou em algo impressionante. Do porte de Guinness Book. Em sua casa, em Tóquio, o japonês mantém nada menos do que 100 bonecas love dolls (em português bonecas do amor). Em dez anos, ele gastou cerca de US$ 170 mil para montar seu harém de silicone. Por mais estranho que possa nos parecer, Ta-Bo é apenas um entre milhões de adeptos desta opção de prazer. É que, no Japão, as real dolls, como também são chamadas, viraram uma verdadeira febre. Prova disso foi um outro spam que chegou em meu e-mail. Pelo enunciado, vi que poderia ser algo engraçado. Mas não imaginava que fosse tanto. Digamos, no mínimo, bizarro. Cliquei e o que vi foi realmente espantoso. Há todo o tipo de mulher – de plástico – lá: morenas, negras, japonesas, loiras, ruivas, jovens, muito jovens, magras, gordas etc... Celine, Amanda, Mai, Ângela e suas amigas enchem os olhos dos solitários. Stacy, por exemplo, ostenta um belo piercing na língua. Os modelos mais sofisticados têm pele de silicone e corpo todo articulado. Umas soltam algo parecido com um gemido na hora da penetração. A vantagem do material utilizado nestas bonecas modernas é que, caso você seja do tipo animadinho na cama, elas não correm o risco de sair voando pela janela do quarto, se furadas.Este “ser” também não vai te amolar, discutindo relação, e muito menos estourar o cartão de crédito. Não vai encher o saco para ir ao shopping ou almoçar domingo na sogrona. Não vai envelhecer, engordar ou enrugar. Por outro lado, esqueça essa coisa de cafuné, sedução, beijinho e vem cá meu nêgo. Falando nisso, vem da mesma fábrica o Charlie. Um exemplar de macho, totalmente siliconado. É de chorar de rir. Charlie é estiloso, tem aquela barriga que as meninas chamam de tanquinho e cabelos pretos. No site, aparece numa típica posição de macho: com o controle remoto nas mãos. Alguém deve ter achado isso sensual. Enfim, para elas, não há opções. Vão ter de se contentar com o Charlie. Loucura? Então veja isso para finalizar a conversa. Como nem só de seres solitários e humanos vive o comércio, um francês teve uma idéia genial. Possivelmente inspirado nesta modinha das real dolls, o designer criou a hot doll. Isso mesmo. Se você tem um cachorrinho taradinho, daqueles que não podem ver uma visita em casa que vai logo atacando pernas alheias, esta é a solução. Para adestrar o apetite sexual do bichinho, a cachorra-boneca é fabricada nos tamanhos pequeno e grande, é feita de plástico e coberta com uma fina camada de gel para garantir um "toque suave". Então, para o fim do constrangimento doméstico, hotdoll é a solução. “Homens usam bonecas infláveis quando não conseguem se controlar, então por que não para os cachorros?", disse o idealizador Clement Eloy. O dono também pode usar um spray com "odor de fêmeas" no brinquedo para atrair o cachorro.