LIBIDO - FORÇA ERÓTICA QUE VAI ALÉM DO SEXO

Posted on 11/05/2007 by UNITED PHOTO PRESS

Libido é uma fábrica de energia que o corpo produz. Essa palavra vem do latim que significa desejo ou anseio. É uma força de alta voltagem erótica vai muito além do sexo, ela é reciclável, circula pelo seu corpo, estimula experiências prazerosas. Em suma, move o mundo.A polivalência da libido começa no dicionário. Existem no Aurélio duas definições para essa palavra. Na primeira, é sinônimo de instinto e desejo sexual. Na segunda, predomina o conceito psicanalítico e o significado se amplia: libido é a energia motriz de todos os instintos de vida e da atividade criadora humana.Embora a libido não se restrinja ao ato sexual, ela o inclui, pois ele está na lista dos instintos básicos de sobrevivência. Comer e beber mantêm os seres vivos. Agredir ou fugir são mecanismos primordiais de defesa. E sem sexo a espécie seria extinta.É verdade que o ser humano é um animal libidinoso, mas com uma grande diferença em relação ao restante da fauna: a inteligência. Ao longo da evolução, adquiri-se a capacidade de relacionar sexo a afeto. É com base nos hábitos e valores que se escolhe o que fazer com a energia libidinal: ler jornal, escalar uma montanha, descobrir uma nova vacina... Ou praticar sexo. Por prazer, e não apenas para procriar.Podemos dizer que o cérebro é um órgão sexual por excelência - é ele que nos permite experimentar o prazer. Os neurotransmissores noradrenalina, dopamina e serotonina participam ativamente desse processo, que tem a ver não só com a excitação erótica, mas também com bem-estar. A serotonina, por exemplo, ajuda a regular o sono, o apetite, as funções cognitivas, o humor e a produção de hormônios sexuais. Mas a saúde depende do equilíbrio dessas substâncias - excesso de serotonina diminui a libido. Os hormônios também são decisivos. A testosterona, um hormônio masculino, está presente em homens e mulheres, mas, neles, em quantidade maior. Ela estimula o desejo sexual. Nas mulheres, predomina o estrôgenio. Sua produção tem início na puberdade e decresce a partir da menopausa - o que tende a diminuir a lubrificação vaginal e alterar o humor.