The Dark Revelations of Gerhard Richter
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S. with Child,” from 1995.© Gerhard Richter 2019 (08102019)
Though the artist was previously indirect in his references to the horrors
of the Third Reich,...
OS CHINESES E OS BRINQUEDOS
Posted on 8/19/2007 by UNITED PHOTO PRESS
É engraçado. Os analistas em comportamento humano sempre usam algum argumento pouco convincente para explicar porque o ser humano, quando se encontra limitado de um lado, descamba por outro. “É seu inconsciente buscando uma fuga de algo que te limita e que você ainda não aceitou”. Nunca consegui me dar bem com meus analistas. Porém, há alguma razão no que dizem, afinal estudam anos a fio justamente para nos apontar um caminho, uma visão diferente da nossa obscuridade cognitiva. Eu, confesso, também tenho predileção em observar o comportamento humano. É incrível o que você descobre. Bom, mas vamos aos fatos. Eu já sabia que os japoneses – as japonesas em especial – são bem safadinhos. Mas os chineses me surpreenderam com a história de que pagam um pau por brinquedinhos eróticos de todos os tipos, marcas, tamanhos e cores. Os brasileiros que se cuidem. Li uma notícia sobre a Feira Internacional de Brinquedos para Adultos de Xangai, algo como a Erótica Fair, realizada em São Paulo. Mas a nossa versão brasileira é pequena, mal organizada e deixa muito a desejar a consumidores mais exigentes. Descobri que o mercado do sexo e do lazer para adultos na China é um ramo cada vez mais rentável e em plena expansão, arrecada algo em torno de 38 bilhões de iuanes (US$ 5 bilhões). Todo este movimento financeiro, dizem os especialistas, tem ajudado a quebrar alguns tabus da careta sociedade chinesa. É o poder do dinheiro. A idéia que fazemos aqui no Brasil é que a China só produz aquele monte de tranqueiras de R$ 1,99, brinquedinhos que quebram antes de o Natal acabar e um monte de seda que rasga na primeira lavada. Nananinanão. Eles gostam de sexo. E muito sexo. E eu fico sabendo disso às vésperas de minhas férias. Eita tentação brava!!!! Assim como os japoneses, os chineses são acusados de ter o “brinquedinho” pequeno. Acho que isso justifica o crescente mercado de produtos para aquecer, digamos assim, a relação. E eles estão certos. Tive um namorado meio brocha, que compensava muito bem sua ereção sofrível com um belíssimo sexo oral. A vida é assim, inteligente é quem sabe fazer compensações. Os chineses mostram que são assim também. Se o brinquedinho é pequeno, enchem a cama de outros tantos brinquedinhos que só de ver deixam a parceira louca. Entre óleos e estimulantes, lingeries, chicotes, máscaras e uma vasta coleção de vibradores, que mulher que vai lembrar do tamanho do bigulinho do rapaz? Pára tudo, né? Sem contar os filminhos eróticos. Definitivamente, tamanho não é documento. Um dos atrativos desta feira era uma coleção de 300 objetos históricos, entre eles desenhos eróticos chineses do século 18 e, pasme, vibradores de mais de 200 anos. Fico pensando como seria um vibrador há dois séculos. Ah, e olha a revelação, os chinesinhos curtem uma lingerie masculina. Me lembro quando estava em Amsterdã e, naquele antro delicioso do sexo que é aquela cidade, vi, entre pintos de borracha que pulavam com molas na vitrine de uma loja, uma cueca de elefante. Com os olhos estatelados de emoção, entrei na loja e m p o l g a d í s s i m a com a “novidade” (para mim era, né?). Achei tudo de bom, maravilhosa e já fiquei imaginando o meu bofe fazendo a tromba do elefante subir e descer... Já tinha comprado umas cuecas samba-canção na Tie Rack de Londres para o fofo, mas não chegavam ao pé daquela selvagem cueca. Tinha de banana, cenoura, revólver, mas eu gostei mesmo da do elefantinho, com trombas e orelhas. Para mim, comprei uma sensual camisola vermelha, curtinha e com pluminhas na gola e nos lacinhos da calcinha. Chegando ao Brasil, louca por uma noite daquelas pra matar a saudade, fomos para o motel. Botei minha nova paramenta sensual e dei o presentinho pro namorado. Ele olhou, olhou.... “O que é isso?”, perguntou. “Oras, uma cueca, pra esquentar nossa noite.” Santa inocência, Batman!!!!Onde eu estava com a cabeça em achar que aquilo poderia apimentar algum tipo de sexo. Toda vez que aquela tromba se mexia, era um ataque de risos. Passei mal de tanto rir. Ele, coitado, até que se segurou um pouco. Devia estar me achando meio estranha quando ganhou o presente, mas deve ter pensado que “era coisa de mulher”. Até hoje, quando lembro daquela tromba agonizando pra ficar na vertical, no meio de tanta risada, não consigo conter o riso. Então, esse é o problema de alguns desses brinquedinhos. Eles podem realmente se transformar num brinquedo e você ficar na cama como se estivesse com seu irmão. Brincando, brincando.... É como aqueles abomináveis dadinhos de posições. Quem nunca teve um daquele??? Eu tive, veio na mala numa viagem que fiz à Argentina. Entrei num sex shop, tirando os vibradores, a loja estava repleta de lingeries de um mau gosto inacreditável. Escolada que estava eu depois daquele maldito elefantinho,comprei apenas um dadinho. Adivinha??? Pôxa, tinha posição ali que nem no Kama Sutra eu vi. Vai se catar. Mais uma vez, minha transa desceu ladeira abaixo – literalmente. Quase me enforquei com a própria perna. Dadinho nunca mais. A dica é, pense bem antes de comprar um adereço erótico. Pode virar uma piada na cama e você ficar na mão. E, cá entre nós, fico imaginando se essa empolgação chinesa na produção de material erótico chegar ao Brasil, os cuidados com a segurança devem ser redobrados. Senão, será como a piada da velhinha que comprou um vibrador e foi parar no pronto-socorro por não conseguir tirar o tal objeto fálico de dentro da dita “usuária” do mesmo. A velhinha gemia, gemia como louca. Os enfermeiros, depois de algum esforço e consternados, arrancaram o vibrador. A velha gritou alto, brigou. Eles, imaginando que a tivessem machucado, pediram desculpas. A velhinha, muito brava, ordenou: “E não demorem pra trocar as pilhas, senão eu corto vocês ao meio com o bisturi!!!”. Pois é, a piadinha pode até ser fraquinha, mas sexo sem diversão não rola. Mesmo que não haja brinquedinho nenhum por perto, humor tem de ser um dos ingredientes básicos. Juntando mais doses fartas de tesão, carinho e boas pegadas, nada é comparável.